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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cérebro começa a envelhecer com 27 anos

Atenção quase-balzaquianos, essa é uma bomba pior do que não produzir mais colágeno aos 25 anos: à partir dos 27 seu cérebro está oficialmente envelhecendo.

Essa foi a conclusão do pesquisador Timothy Salthouse em um estudo conduzido por 7 anos com 2000 pessoas entre 18 e 60 anos, e publicado em março na revista Neurobiology of Aging. Os testes mostraram que o pico de eficiência cerebral ocorre aos 22 anos, e os primeiros sinais de declínio de agilidade mental e raciocínio aparecem aos 27. A boa notícia é que a memória fica intacta até os 37 anos, e atividades que exigem acúmulo de informação (palavra-cruzada, por exemplo) só melhoram até os 60 anos. Ufa!

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Árvore cresce dentro de pulmão

Essa é pra categoria "coisas bizarras que eu só acredito vendo". O que é o objeto abaixo?





Se você achava que a sua mãe te enganava ao dizer que comer semente faz nascer uma árvore na sua barriga, talvez ela tenha razão. Um homem russo deu entrada no hospital com muita dor no peito e tossindo sangue. Os médicos acharam que ele estava com câncer, mas ao fazer uma biópsia encontraram galhos verdes espetando o cara por dentro! Eca!

Segundo os médicos, a árvorezinha de cerca de 5 cm é muito grande para ter sido engolida ou aspirada. Ou seja, estava crescendo lá mesmo! O material retirado pela biópsia foi guardado para análise. Duvidou? Veja aqui o vídeo da BBC sobre o caso.

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

A ilha dos preás irmãos



Variabilidade genética é uma das grandes sacadas da vida para conseguir se perpetuar. Como Charles Darwin já dizia, adaptação é fundamental para sobrevivência da espécie e somente os mais adaptados são bem-sucedidos.

Ou seja, você, trainee gordinho, possivelmente só existe porque algum dia a sua facilidade de engordar foi muito vantajosa em um mundo escasso em comida. E você, trainee magrinho, já teria ido pro beleléu se tivesse que passar uns tempos sem comida. Da mesma forma, você, trainee daltônico, já poderia ter sido excluído quando confundiu sapo verde gostoso com sapo vermelho venenoso.

Mas... tudo na vida tem um (ou mais) mas: pesquisadores da PUC-RS fizeram uma descoberta superinteressante: em uma ilha de Santa Catarina existe uma população de 40 preás que sobrevivem lá, isolados, sem nenhuma variabilidade genética. Ou seja, os bichos são geneticamente muito parecidos e todos parentes possivelmente muito próximos.

Por ser uma ilha sem predadores e os preás terem se isolado lá há alguns milhares de anos, houve condições ideiais para eles se assemelharem tanto. Não há muita adversidade num ambiente como esse e os bichinhos ficaram parecidos ao ponto de um teste de DNA comum não ser capaz de dizer quem é quem.

A seleção  natural cuidou para que somente os melhor adaptados àquelas condições sobrevivessem e afunilou tanto essas características que eles ficaram todos iguais!

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segunda-feira, 2 de março de 2009

Um bolo diferente

Pense nos mais profundos meandros das suas células. Bem no meio delas existe o núcleo e você deve se lembrar que ele contém o DNA, que codifica as proteínas que compõem os seres vivos.

O DNA opera, grosso modo, com um molde. Pense nas fôrmas de que você vai ter que usar para fazer um bolo de aniversário como o abaixo:

Você vai precisar de fôrmas de estrela, de círculos, de tiras. Esse é o DNA, um conjunto de fôrmas de aminoácidos, que vão formar o grande bolo que é uma proteína.
Uma fôrma só pode originar uma figura específica, como uma estrela; por outro lado, várias fôrmas podem construir estrelas. Esse é o nosso código genético: os códons, as fôrrmas de RNA feitas a partir de moldes do DNA, são específicos. O códon da fenilalanina só codifica esse aminoácido, mas existem outros códons que também podem codificá-la. Dessa forma, reduz-se o risco de, ao usar uma fôrma de estrela, termos um círculo e construirmos um bolo impreciso.
Até a semana passada, esse era um dos maiores dogmas da Biologia Molecular - o ramo da Biologia dedicado a estudar como funcionam os seres vivos no nível de suas moléculas. Mas uma equipe de cientistas dos EUA descobriu que existe um protozoário, o Euplotes crassus (na foto abaixo), que é capaz de usar uma mesma fôrma para codificar figuras diferentes, conforme a sua necessidade.
Os cientistas da Universidade de Nebraska descobriram que o códon que era classicamente associado ao aminoácido cisteína também codificava a selenocisteína nesse ser unicelular, em determinados genes. Seria como ter uma fôrma mutante, que se adaptaria conforme a necessidade do protozoário.
Isso pode abrir um leque imenso de possibilidades e quebrar várias crenças biológicas clássicas: a descoberta leva a uma interpretação diferente da codificação genética. Um achado desse tipo, no campo tão vasto da vida, prova que ela continua a ser um dos grandes mistérios do universo.
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